Um princípio a ser resgatado!

 

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenha vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá - Ex 20.12.

O quinto mandamento aponta para um princípio: honrar. Em outras palavras, exercer admiração e respeito. Esse princípio não está restrito apenas aos nossos pais, mas ele se estende a pessoas que ao longo de nossas vidas, contribuíram para a nossa formação através de seu cuidado, da sua influência e da sua autoridade sobre nós.
Entretanto, de maneira sorrateira a cosmovisão secular tem desvalorizado esse princípio bíblico. O exercício da admiração, do respeito, da interdependência e da submissão foram deixados de lado, para dar lugar a autonomia.

“Regras paternas, nunca mais”, declara Calvin (da tirinha cômica Calvin e Haroldo). Uma vida sem a influência de nossos pais será majestosa, pensa Calvin, não teremos de prestar contas e muito menos honrar os pais.

Infelizmente, inúmeros jovens cristãos têm pavimentado o curso da sua vida influenciados pelo mesmo pensamento de Calvin. No anseio de serem independentes na construção da sua narrativa de vida, eles desconsideram os conselhos sábios de seus pais e de mentores espirituais em suas escolhas.

Nesse sentido, o meu conselho para todos aqueles que têm sido bombardeados pela influência secular é: resgatem uma relação de honra para com aqueles que exercem autoridade sobre a sua vida. Andem na contramão da nossa cultura, exerçam a admiração, o respeito, a submissão e a obediência. Acolham os conselhos dos seus pais e discipuladores. ..
Esse princípio visa nos orientar a rejeitar a cultura da autonomia e a exercitar a prática bíblica da submissão àqueles que exercem autoridade sobre a nossa vida e da interdependência de pessoas maduras na espiritualidade cristã.

Deus não nos entregou os seus princípios e valores para que eu e você vivêssemos como marionetes. Deus nos entregou os seus princípios e valores para que tudo nos vá bem em todos os aspectos de nossas vidas. É a expressão do seu cuidado e amor para com cada um de nós.

Autor: Paulo Miranda

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